A afta, também conhecida por “úlcera oral” ou “úlcera aftosa”, é um conjunto de estomatites aftoides, e o termo provém do grego “queimando”. Caracterizada como lesão, sua ocorrência é na mucosa interna da boca, podendo ser nos lábios, céu da boca, gengivas, língua, bochecha, garganta, úvula.

Essas lesões são benignas e não costumam causar maiores problemas além do desconforto. A afta é uma “lesão própria”, pois não é causada por fungos ou bactérias nem quaisquer outros microrganismos.

Sua forma é de lesões ovais, esbranquiçadas (às vezes amareladas), rasas e limpas, ou seja, não apresentam pus, bactérias ou outros sinais de infecção. A afta pode ser única ou múltipla, assim como pequenas ou grandes em tamanho.

Vale lembrar que algumas doenças mais graves da cavidade oral podem se manifestar com lesões ulceradas muito semelhantes, tal fato pode causar confusão ao tentar diferenciar. Como exemplo há o câncer da cavidade oral que, em sua fase inicial, tem o aspecto de afta.

A maioria das pessoas terá pelo menos uma afta ao longo da vida, sendo que apenas 20% da população sofre com aftas recorrentes.

São mais comuns em pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens, diminuindo sua incidência com o passar dos anos.

As lesões, apesar de benignas, também causam muita dor e, muitas vezes, atrapalham atividades simples como falar, comer e beijar. Tem duração média de 1 a 2 semanas e se cura sem deixar cicatrizes. As que demoram mais tempo para sumir são as que surgem nos locais onde há contato constante com os dentes ou alimentos, pois sofrem traumatismos constantes ao longo do dia.

Quando o paciente apresenta aftas de tamanho grande, elas são conhecidas por “afta major”, geralmente são maiores que 1 cm e bem profundas. Sua duração é maior, de 6 semanas em média, e como demoram para desaparecer, podem deixar cicatriz.

Já a conhecida “afta herpetiforme” é formada por múltiplas úlceras pequenas, elas juntam-se, transformando-se em lesão grande, podendo apresentar também linfonodos no pescoço (ínguas) e, algumas vezes, febre baixa e mal estar.

Estima-se que entre 10 a 20% da população é afetada por aftas. Aproximadamente 10% da população sofrem de aftas recorrentes (estomatite aftosa recorrente).

Causas da Afta:

As causas exatas da afta ainda são desconhecidas, acredita-se que sejam multifatoriais, e não é contagiosa. Acredita-se que podem ser provocadas por desarmonias e instabilidade no sistema imune. Em geral, os “gatilhos” conhecidos que possam causar a afta são: baixa imunidade, trauma, fatores hormonais, cigarro, reação alérgica a algum alimento, estresse e ansiedade, má higiene bucal, problemas estomacais, doenças sistêmicas…

Pelo menos 40% das pessoas com estomatite aftosa têm um histórico familiar positivo, sugerindo que algumas pessoas são geneticamente predispostas a sofrer com ulceração oral.

TRATAMENTO:

 

Não existe remédio milagroso para afta! Não há substância alguma que  cure a úlcera de um dia para o outro. Assim, como a afta costuma ter duração de até 2 semanas, os tratamentos atuais realizados tem como objetivo acelerar o processo de cicatrização da lesão apenas.

O especialista a ser procurado é o dentista ou o médico estomatologista. Para realizar o diagnóstico, o especialista observará cuidadosamente a cavidade bucal, e depois analisará a forma, o diâmetro e a localização das aftas.

É preciso ter cuidado com o que vai se aplicar na lesão para não aumentar a inflamação e piorar o quadro do paciente. Grande parte desses tratamentos caseiros nunca foi estudada em trabalhos científicos, devido a isso não existe nenhuma comprovação científica da sua eficácia ou segurança.

                                  

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