O beijo é um dos maiores gestos de carinho entre duas pessoas. O primeiro beijo, então, é um momento bem marcante e que desperta muitos sentimentos. Mas antes de beijar alguém, você já pensou nas consequências que esse ato pode trazer para a sua saúde bucal? É importante saber que durante o ato, trocamos milhões de bactérias através da saliva e podem contrair doenças perigosas.

Além disso, a combinação de vários dias sem descanso adequado, debaixo de sol intenso, sem hidratação e alimentação equilibradas diminui a imunidade do corpo e a pessoa fica mais suscetível a doenças.

Algumas doenças que podem ser transmitidas pelo beijo:

Cárie
Se você não dá a devida atenção à higiene bucal, pode pegar – e transmitir – cárie através do beijo. Para evitar pegar a bactéria alheia, capriche na escovação e não abra mão do fio dental diariamente, assim você fortalece a imunidade bucal e as bactérias não encontrarão um ambiente propício ao desenvolvimento. Dentistas também recomendam atenção: observe se a pessoa tem todos os dentes ou se eles estão amarelados e/ou escurecidos. Se uma das repostas for sim, faça a fila andar e chame o próximo.

Meningite
De acordo com um estudo realizado por médicos australianos, beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta em quatro vezes a chance de pegar meningite meningocócica. A definição de “múltiplos” para os pesquisadores é de sete pessoas em duas semanas, conta que parece até pequena para quem observa a “pegação” do carnaval de Salvador, por exemplo. A transmissão da meningite preocupa os médicos, já que a doença tem uma evolução rápida e pode ser fatal. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, vômitos, diarréia e rigidez dos músculos da nuca, ombros e costas.

Mononucleose
Não é preciso dizer qual a principal forma de contaminação da chamada “doença do beijo”. Como nem sempre a pessoa sabe que tem o vírus Epstein-Barr, já que a mononucleose pode ser assintomática, ela acaba transmitindo a doença a outras pessoas. Nos casos em que há sintomas, os principais são fadiga, dor de garganta, tosse e inchaço dos gânglios. Vale lembrar que o vírus pode ficar incubado de 30 a 45 dias no organismo e não tem cura – a pessoa vai carregá-lo para o resto da vida.

Herpes
Mesmo que no momento do beijo o parceiro não tenha nenhum indício do problema, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo. Depois do contágio, não há cura e a pessoa passa a conviver com o herpes, que pode se manifestar anos mais tarde, geralmente durante fases em que estiver coma imunidade baixa. O herpes pode aparecer como um machucado na boca ou até mesmo em outras partes do corpo.

Sífilis
A sífilis pode ser transmitida pelo beijo, se a outra pessoa estiver contaminada e tiver alguma ferida na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. A doença é causada por uma bactéria chamada treponema pallidum e pode aparecer em diferentes partes do corpo e levar até uma semana após o contágio para aparecer.

              NÃO PEGA

Aids
Não existe nenhum caso registrado na literatura médica de contágio pelo beijo. Suor, lágrimas, usar o mesmo sabonete, talher ou copo também não transmitem aids. No entanto, não deixe de usar camisinha se decidir ir além dos beijos e carícias.

Hepatite C
As associações médicas internacionais não consideram o beijo como uma forma de transmissão da doença, assim como o Ministério da Saúde. É possível pegar hepatite tendo contato com o sangue contaminado ou em relações sexuais sem o uso da camisinha. A hepatite C é causada pelo vírus HCV e, em geral, os sintomas levam até 10 anos para se manifestar. Muitas pessoas descobrem que têm a doença ao realizar um exame de sangue de rotina.

AFINAL DE CONTAS, BEIJO PEGA OU NÃO PEGA CÁRIE?

Algumas espécies de bactérias são cariogênicas, como a Streptoccocus mutans, e você talvez não tenha uma desse tipo na sua boca. Agora, se você beijar alguém que possui esse micro-organismo, vai ganhar uma bactéria nova, aumentando os riscos de ter cárie. Além de ser muito comum em adultos, essa transmissão também pode acontecer com crianças. “Se a mãe tem o costume de beijar na boca do filho, por exemplo, a bactéria é passada pela saliva e se fixa na boca do bebê após o nascimento dos primeiros dentes”.

O QUE FAZER PARA PREVENIR A DOENÇA?

Claro que você não precisa parar de beijar na boca para diminuir o risco de ter cárie. Basta praticar bons hábitos de higiene bucal antes do beijo e após as refeições,  como escovar os dentes, passar o fio dental e finalizar a higiene com um enxaguante sem álcool. Também não deixe de exercer outras práticas importantes, como trocar de escova a cada três meses, usar boas ferramentas de higiene e consultar seu dentista regularmente, pelo menos a cada 6 meses.

UMA BOA ALIMENTAÇÃO TAMBÉM FAZ A DIFERENÇA

É claro que além das medidas preventivas de higiene bucal, você precisa adotar uma boa dieta. Comer menos doces e alimentos açucarados diminui as chances da formação de uma cárie. Portanto, prefira refeições mais saudáveis como verduras, legumes e vegetais. Existem muitos que até fazem uma limpeza superficial no sorriso, chamados de alimentos detergentes, como cenoura, brócolis e pepino. E que tal trocar o doce da sobremesa por uma fruta? Elas também fazem um bem danado para o sorriso e possuem mais nutrientes do que o chocolate, por exemplo. Viu só? É fácil deixar a sua boca bem protegida da cárie e poder dar aquele beijo gostoso e, mais importante, saudável.

      

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