A DENTIÇÃO DECÍDUA (Dentes de leite) é formada por 20 dentes. São 10 dentes na arcada superior e 10 dentes na arcada inferior.

Se dividirmos uma arcada a partir da linha mediana em direção aos dentes posteriores (do fundo), temos a seguinte sequência: incisivo central, incisivo lateral, canino, 1º molar e 2º molar.
Como ponto de partida, pode-se dizer que do nascimento aos 6 a 7 meses de vida, a cavidade bucal da criança é edentada (sem dentes).

A partir daí, temos a erupção dos dentes decíduos que seguem a seguinte cronologia:


– incisivos centrais inferiores: 6-10 meses;
– incisivos centrais superiores: 7-12 meses;
– incisivos laterais superiores: 9-13 meses;
– incisivos laterais inferiores: 7-16 meses;
– 1ºs molares superiores: 13-19 meses;
– 1ºs molares inferiores: 12-18 meses;
– caninos superiores: 16-22 meses;
– caninos inferiores: 16-23 meses;
– 2ºs molares inferiores: 20-31 meses;
– 2ºs molares superiores: 25-33 meses.

Variações nesta cronologia podem ocorrer. Além disso, sabe-se que para os dentes decíduos, o fator genético é fundamental na determinação da erupção.
Vale ressaltar os casos de erupção prematura de dentes decíduos chamados de “dentes natais” e “dentes neonatais”. O dente natal está presente na boca já no nascimento, e o dente neonatal aparece na boca nos primeiros 30 dias de vida do bebê. Eles podem ser um ou dois incisivos centrais e a causa do seu aparecimento prematuro é desconhecida.

A presença ou não de sintomas relacionados à erupção de dentes decíduos é muito controversa na literatura científica.
Porém, podemos associar alguns sintomas gerais ao irrompimento dos dentes decíduos: aumento da salivação, irritabilidade, diarréia leve, febre, sono agitado, falta de apetite e outros.
Quando os dentes penetram na mucosa bucal ou até mesmo alguns dias antes do irrompimento, eles podem causar uma reação inflamatória local, causando desconforto, dor e até mesmo febre na criança.
Para aliviar este desconforto, pode-se orientar o uso de mordedores ou oferecer alimentos duros (por exemplo, tiras de cenoura ou torrada) para acelerar o processo eruptivo. Os pais também podem estimular a área com o uso de dedeiras.
Apesar dos sintomas serem temporários e desaparecem em alguns dias, é conveniente consultar um pediatra.

 

A DENTIÇÃO PERMANENTE é formada por 32 dentes. São 16 dentes na arcada superior e 16 dentes na arcada inferior.


Se dividirmos uma arcada a partir da linha mediana em direção aos dentes posteriores (do fundo), temos a seguinte sequência: incisivo central, incisivo lateral, canino, 1º pré-molar, 2º pré-molar, 1º molar, 2º molar e 3º molar ou dente do siso.
É importante lembrar que a erupção do 1º molar permanente ocorre em uma posição posterior (logo atrás) ao 2º molar decíduo. Logo, nenhum dente decíduo necessita “cair” para o surgimento do 1º molar permanente.

A cronologia da erupção dos dentes permanentes segue a seguinte sequência:
– 1º molar inferior: 6-7 anos;
– 1º molar superior: 6-7 anos;
– incisivo central inferior: 6-7 anos;
– incisivo lateral inferior: 7-8 anos;
– incisivo central superior: 7-8 anos;
– incisivo lateral superior: 8-9 anos;
– canino inferior: 9-10 anos;
– 1º pré-molar superior: 10-11 anos;
– 1º pré-molar inferior: 10-12 anos;
– 2º pré-molar superior: 10-12 anos;
– 2º pré-molar inferior: 11-12 anos;
– canino superior: 11-12 anos;
– 2º molar inferior: 11-13 anos;
– 2º molar superior: 12-13 anos;
– 3º molar ou dente do siso superior e inferior: 18-25 anos.

Podem ocorrer variação nesta cronologia de erupção. Muitos fatores podem afetar a cronologia e a sequencia de erupção dos dentes.
Sabe-se que a erupção dos dentes permanentes nas meninas é mais precoce que nos meninos, havendo em alguns casos, diferenças acentuadas. Isto acontece porque na fase pré-puberdade e puberdade, as meninas têm desenvolvimento mais rápido que os meninos.
Além disso, existem os casos dos dentes impactados. A falta de espaço ou a perda da força eruptiva são fatores que causam a não erupção (parcial ou total) dos dentes. Os dentes do siso ou 3ºs molares são os dentes mais comumente impactados.

CUIDADO PAPAIS E MAMÃES!

Os pais normalmente não percebem quando “nascem” os primeiros molares permanentes de seus filhos. Como a criança não tem habilidade perfeita para escovar, e muitas vezes não demonstra sintomas, é comum o primeiro molar permanente passar despercebido e cariar nos primeiros seis meses após a erupção.

Para evitarmos esse quadro, leia sobre alguns alertas:

  • Os primeiros molares permanentes erupcionam em torno dos seis anos de idade;
  • Esteja atento, pois pode haver uma variação de até dois anos no nascimento dos dentes. O mais comum é o nascimento precoce ou tardio com uma variação de um ano;
  • Os primeiros molares permanentes não ocuparão o espaço de outro dente existente, o que significa que não “cairá” um dente para ceder seu lugar para ele;
  • Ele “aparece” atrás do último molar “de leite”;
  • Algumas crianças se queixam de dor localizada na região, têm febre, diarreia e mudanças de humor e sono nesta época. Deve-se conferir a causa dos sintomas com o médico pediatra e caso não se encontre uma causa, leve em consideração a erupção do dente permanente.

Cuidados com o dente permanente:

  • É comum ocorrerem manchas brancas ou má- formação no esmalte, por isso, se a erupção for acompanhada por um dentista para crianças regularmente,  o problema será solucionado rapidamente;
  • O dente que acaba de erupcionar é como um bebê que precisa de cuidados especiais: verifique com o odontopediatra que tipo de orientação ou recurso seu filho mais necessita.
  • Nada acontece por acaso: bons dentes permanentes consegue-se com cuidados na primeira dentição, pois assim haverá uma chance bem maior de dentes saudáveis

Visite regularmente um dentista. Leve seu filho ao dentista assim que erupcionar o primeiro dentinho.

              

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