As doenças pulmonares – câncer de pulmão, enfisema, bronquite crônica – geralmente são lembradas quando se pensa nas consequências do tabagismo sobre a saúde. Mas, uma vez que o consumo de cigarros pode afetar quase todos os órgãos do nosso corpo, não é surpresa que a saúde bucal também esteja incluída.

Aspirar a fumaça do cigarro eleva o risco para câncer bucal, gengivite, periodontite e halitose.

Os dentes amarelados ou escurecidos incomodam bastante quem fuma, os efeitos silenciosos na boca, porém, são graves e merecem atenção: câncer de boca, gengivite e periodontite são os principais riscos enfrentados pelos fumantes.

O câncer de boca é pouco conhecido pelas pessoas, mas é o quinto mais comum entre os homens e o oitavo entre as mulheres. Estima-se que em torno de 15 mil pessoas sejam afetadas pelo câncer de boca a cada ano aqui no Brasil. E 50% deles vão a óbito pela doença Temos que enfatizar que 80% dos pacientes que desenvolvem câncer de boca são fumantes.

 O fumo pode sim provocar a perda de dentes. Pesquisas em todo o mundo já comprovaram que o tabagismo está diretamente relacionado à maioria das doenças da boca, inclusive ao carcinoma epidermóide, que é o principal tipo de câncer bucal.
A perda do dente é um processo lento e antes de ele ficar evidente o fumante sofre outros problemas bucais. Estudos evidenciam que quem fuma tem quatro vezes mais chances de contrair periodontite, doença que causa a destruição do osso que sustenta os dentes. Isto porque o fumo aumenta a descamação da mucosa oral, provoca aquecimento da gengiva e inflamação do tecido, com consequente destruição do tecido ósseo, podendo resultar na perda total do dente.
Dependendo da gravidade do caso (tempo de fumo, volume e falta de cuidados com a higiene bucal) a destruição do tecido ósseo pode chegar ao ponto de impedir a colocação do implante. Se o hábito de fumar persistir e a pessoa não tomar os cuidados necessários para manter a boca saudável, pode perder inclusive o implante já feito.
O mau hálito é também um problema relatado pelos fumantes – isso se deve à diminuição da produção de saliva, outro efeito colateral do fumo.  Fumar ainda favorece que o cálcio, presente na saliva, se precipite sobre o dente, causando o cálculo dental (tártaro).

 

O ideal para uma boa saúde bucal e para todo o organismo é parar de fumar. Melhor ainda é nem começar. Mas para aqueles que não conseguem deixar o vício, a melhor opção é prevenir fazendo visitas rotineiras e frequentes ao dentista para higienização e possíveis intervenções que evitem a instalação e agravamento de eventuais problemas.

                 

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