A mordida aberta é um tipo de maloclusão que corresponde à ausência de contacto entre os dentes superiores e inferiores, podendo dar a ilusão de “boca torta” ou que a “boca não fecha bem”.

Este problema pode ocorre tanto em adultos como em crianças e geralmente esta relacionado a:

  • sucção de dedos,
  • uso por tempo prolongado de chupetas,
  • respiração bucal,
  • interposição da lingual (durante a fala ou a deglutição de alimentos),
  • roer unha

O diagnóstico da mordida aberta é realizado pelo dentista e pela fonoaudióloga. Que através de exames e testes de diagnóstico definem o fator etiológico (fator causador) da mordida aberta.  A partir daí é definido o plano de tratamento adequado.

A maioria dos tratamentos é realizada através da utilização de aparelhos ortodônticos e/ou aparelhos ortopédicos. Associados a exercícios fonoaudiólogos para correção de posicionamento do posicionamento dos dentes. Bem como o restabelecimento das estruturas musculares dos lábios, línguas e bochechas

Esta ausência de contacto pode verificar-se tanto nos dentes anteriores (dentes da frente), como nos dentes posteriores (dentes de trás). Pode ainda ocorrer apenas de um lado (mordida aberta unilateral) ou de ambos os lados (mordida aberta bilateral), e pode verificar-se quer em crianças e adolescentes, ou no adulto.  Ou seja, podem ocorrer diferentes tipos de mordidas abertas, tendo em conta a sua localização, conforme descrevemos de seguida:

  • Mordida aberta anterior – na mordida aberta anterior, a desarmonia relacionada com a falta de contacto dentário entre os dentes superiores e inferiores, verifica-se ao nível dos dentes anteriores (dentes da frente);
  • Mordida aberta posterior – na mordida aberta posterior, os dentes acometidos correspondem aos dentes posteriores (dentes de trás), podendo ocorrer simultaneamente em ambos os lados, ou apenas unilateralmente;
  • Mordida aberta lateral – na mordida aberta lateral, a falta de contacto entre os dentes superiores e inferiores verifica-se ao nível lateral da boca, envolvendo essencialmente a zona dos pré-molares.

Na mordida aberta pode estar envolvida uma desarmonia de ordem esquelética (mordida aberta esquelética), ou relacionar-se com hábitos parafuncionais (mordida aberta dentoalveolar ou mordida aberta anterior dentária).

Esta alteração pode causar algumas perturbações com consequências ao nível da respiração, fonética e função mastigatória, para além da sua condicionante estética. Será ainda mais complicada de resolver se estivermos perante uma situação de mordida aberta e cruzada.

Na mordida aberta, os sintomas ou sinais que podem indiciar que se está perante tal situação incluem, entre outros:

  • Dor de cabeça;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Dificuldade em mastigar e/ou interferências na deglutição (deglutição atípica);
  • Problemas ao nível da ATM (articulação temporomandibular), tais como: estalidos ou ressaltos, por exemplo;
  • Interferências na fonética;
  • Respiração bucal.

As causas da mordida aberta prendem-se essencialmente com hábitos parafuncionais, tais como a sucção dos dedos; o uso prolongado da chupeta; a interposição da língua; roer as unhas; morder os lábios; morder lápis, canetas ou outros objetos; respiração bucal, entre outros.

O tratamento ou correção da mordida aberta não é, numa boa parte dos casos, fácil de executar e ser bem sucedido, para além da possibilidade de poderem haver recidivas após o tratamento. No entanto, nos casos de mordida aberta dentária provocada por determinados hábitos parafuncionais, a simples suspensão do hábito, nos casos de detecção precoce, pode por si só ser suficiente para corrigir a anomalia.

 

De qualquer forma nem sempre o tratamento de mordida aberta com aparelho ortodôntico é suficiente. Em certos casos é necessário recorrer à cirurgia ortognática (ou operação) para corrigir a maloclusão existente. Ou seja, é necessário fazer uma intervenção cirúrgica ao nível dos maxilares, por forma a resolver o problema. Perante uma situação de mordida aberta esquelética, o tratamento cirúrgico (cirurgia ortognática), tende a ser o tratamento mais adequado.

O dentista irá avaliar o caso do paciente e indicar o tratamento mais indicado.

      

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